Onze senadores que disputam eleição respondem a ação no STF

Dos 38 senadores que disputam as eleições de domingo em todo o país, 11 respondem a ação criminal no Supremo Tribunal Federal. O levantamento é do site Congresso em Foco, que cobre atividades dos parlamentares da Câmara Federal e do Senado. Com dez inquéritos, o candidato petista ao governo do Rio de Janeiro, Lindberg Farias (PT), é o que acumula mais pendências na corte, dez. 

O senador Wellington Dias (PT), candidato a governador do Piauí, responde a uma ação por crime contra a vida e a outra por prevaricação. Lindberg atribui número de investigações a pressão de adversários políticos sobre o Ministério Público. Ele figura na quarta colocação na disputa ao governo do Rio de Janeiro, segundo o Ibope e o Datafolha. As pendências no STF se referem a denúncias por crime contra licitações, contra finanças públicas, improbidade administrativa e formação de quadrilha ou bando.

O senador Wellington Dias responde a duas ações no STF - uma por crime contra a vida, no caso do rompimento da barragem Algodões, em Cocal, que vitimou nove pessoas. E responde a outra por crime de prevaricação, crime cometido por funcionário contra a administração pública. Os senadores candidatos com problemas na Justiça são de sete partidos: três do PMDB, dois do PT, outros dois do PTB; PSDB, PDT, PR e PSC completam a lista com um nome cada. 

Esses parlamentares representam dez estados: há dois do Amazonas e um do Piauí, um de Alagoas, do Distrito Federal, do Maranhão, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Rondônia, Santa Catarina e Sergipe. Além de Lindberg Farias, os outros senadores candidatos com mais pendências judiciais são Gim Argello (PTB-DF), com cinco inquéritos, e Alfredo Nascimento (PR-AM), com quatro. Gim Argello é suspeito de ter cometido crimes contra o patrimônio e contra a Lei de Licitações, apropriação indébita, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção. 

Além das apurações em andamento no Supremo, ele tem duas condenações em primeira e segunda instâncias. Alfredo Nascimento deixou o Ministério dos Transportes em meio à "faxina" da presidenta Dilma em 2011 após o TCU e a Controladoria-Geral da União (CGU) apontarem indícios de superfaturamento de obras rodoviárias. Ele e o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que cumpre pena por ter sido condenado no mensalão, também foram acusados de receber propinas de empreiteiras. 

Candidato a uma vaga na Câmara, o senador amazonense é investigado por crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a administração pública, além de falsidade ideológica. O senador Fernando Collor (PTB-AL) também tem problema no Supremo. Afastado da Presidência da República em 1992 no processo de impeachment, o senador alagoano é candidato à reeleição e lidera as mais recentes pesquisas de intenção de voto no estado, à frente da ex-senadora Heloísa Helena (Psol-AL).

Fonte: Diário do Povo