Em Teresina, venda de imóveis novos e usados diminui devido à inflação

Poder de compra do consumidor foi afetado devido aos recentes reajustes de preços dos alimentos, energia elétrica, gás de cozinha, dentre outros

O aumento nos preços dos alimentos, gás de cozinha, energia elétrica e outros produtos que fazem parte do cotidiano, afetou o poder de compra da classe média, que está pensando duas vezes antes de investir em imóveis novos ou usados. O consumidor, temendo que a crise possa gerar desemprego, prefere não arriscar investindo em imóveis cujos preços acompanham a inflação. Proprietários de casas e apartamentos usados demoram meses para vender seu bem e acabam optando pelo aluguel, pois manter o imóvel fechado gera custos. 

Diante da crise político- econômica em que se encontra o país, o setor imobiliário também está sofrendo com a queda nas vendas. Para André Baía, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (Sinduscon), o preço dos imóveis parou de subir e, para sobreviver à crise, construtoras precisam repensar seus negócios. “Construtoras devem reduzir despesas e buscar novos nichos de mercado, procurando investir onde existe maior demanda”, explana. 

De acordo com o presidente do Sinduscon, atualmente, os imóveis mais vendidos são aqueles que custam de R$ 70 mil a R$ 150 mil. “Os compradores dos imóveis que custam entre R$ 70 mil e 150 mil são de classe média, com renda de R$ 1.600 a R$ 4 mil. Os imóveis mais caros também estão sendo vendidos porque os ricos não foram tão afetados pela crise quanto à classe média, pois a maioria possui reservas”, conta. 

Segundo André Baía, construtoras de Teresina estão investindo em campanhas publicitárias para atrair compradores, ao invés de oferecer descontos na compra de imóveis. Localização e preço são os critérios mais importantes a serem levados em conta durante a compra do imóvel pelo teresinense. “Os imóveis mais procurados são os que estão localizados próximos a serviços como supermercados, shoppings, bancos, que possuem mobilidade, desde que esteja dentro dos limites financeiros do comprador”, afirma.

Fonte: Priscila Florêncio - Redação Jornal O Dia