Ministro admite que pode privatizar Eletrobras

Eduardo Braga, das Minas e Energia, ressalta que a intenção é melhorar a distribuição de energia

O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, declarou que o Governo estuda a possibilidade de privatizar ou repassar o controle acionário das distribuidoras vinculadas à Eletrobras, como é no caso do Piauí. A ideia do Governo federal é concentrar esforços para que a exemplo do que foi feito no setor de geração de energia, distribuidoras também façam investimentos para modernização de suas redes. 

“O que não podemos é repetir os erros do passado, em privatizações em que os usuários foram prejudicados, com as distribuidoras que não prestaram serviços de boa qualidade, trazendo problemas financeiros”, garantiu o ministro Eduardo Braga. Neste momento, segundo o ministro, o governo definiu uma proposta de renovação das concessões para as distribuidoras. 

No Piauí, o discurso de mudanças na distribuidora de energia é assunto antigo, devido à perda da qualidade de energia fornecida pela estatal nos últimos anos, o que tem gerado reclamações da população, de empresários e até dos políticos. Em 2013, o então governador Wilson Martins (PSB) chegou a prometer processar a Eletrobras após um apagão no litoral em pleno período carnavalesco. 

No Brasil, a Eletrobras tem distribuidoras em Alagoas, no Piauí, em Rondônia, no Acre, Amazonas e em Roraima. Entre 2012 e 2013, a empresa somou prejuízos de R$ 13,2 bilhões em todo o país. Em 2014, a unidade do Piauí ficou com na 28ª posição entre as 35 empresas concessionarias de distribuição, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica. O índice a colocou entre as piores do País. 

O assessor da presidência da Eletrobras Piauí, José Salam, informou que os balanços financeiros de 2014 ainda estão sendo fechados e em breve serão divulgados. 

De acordo com o senador Elmano Ferrer (PTB), líder da bancada federal do Estado, a melhoria na qualidade dos serviços de distribuição da energia elétrica é pauta reivindicada em todos os municípios. “Por todas as cidades pelas quais passamos, a queixa é a mesma. Nisso, nós precisamos avançar”, disse o senador. Ele não disse se era contra ou a favor da privatização.

Por: João Magalhães - Redação Jornal O Dia