Teresinenses aderem ao ato antigoverno e vão às ruas

Três mil pessoas fecharam a Avenida Marechal Castelo Branco reivindicando o impeachment.

Por volta das 16 horas deste domingo (15), os teresinenses contrários ao governo Dilma começaram a se aglomerar em frente à Assembleia Legislativa, na Avenida Marechal Castelo Branco, zona Norte de Teresina, para aderirem ao movimento antigoverno que acontece no Distrito Federal e em mais 23 estados brasileiros. A principal reivindicação é o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para o movimento na capital eram aguardadas cinco mil pessoas, mas, de acordo com a PM, três mil teresinenses foram às ruas.

Os manifestantes usaram dois bonecos para simular o velório da presidente. Um boneco representava a presidente Dilma e o outro o governador Wellington Dias. Logo depois, os manifestantes destruíram os bonecos, bem como duas bandeiras do PT.

O Sindicato dos médicos do Piauí apoia o movimento e exibiu cartazes que diziam: ‘basta de corrupção! Por um Brasil melhor’. A presidente do sindicato, Lúcia Santos, declara que é contra a privatização da saúde pública e avisa que vai lutar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não nos importamos com direita ou esquerda, queremos o Brasil para frente. Chega de corrupção”, completa.

O manifestante Marcos André fez menção à Batalha do Jenipapo, que completou 192 anos na última sexta-feira (13). “Hoje, novamente, o Piauí mostra sua força, valor e raça, pedindo pela independência do país, assim como fez há 192 anos, na Batalha do Jenipapo”, declara. Marcos foi aprovado no último concurso da Polícia Militar, mas não foi chamado por falta de verba do Estado. Para ele, a segurança do Piauí é caótica e ineficiente. “Enquanto o estado do Maranhão convoca 1000 homens, o Piauí chama apenas 400. É um ato covarde, sem dúvidas”, avalia.

Uma aposentada fez um dos discursos mais inflamados do ato contra o Governo do PT em Teresina. 

Os estados que aderiram ao movimento foram Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Amazonas e Mato Grosso do Sul.

Por: Nayara Felizardo - Redação Portal O Dia