Governo do Estado quer PPP para construir novo centro administrativo



Um dos motivos para a construção é economia, pois são gastos R$ 6 milhões por ano com aluguel de prédios para abrigar órgãos públicos.

O Governo do Estado vai apresentar na segunda-feira e terça-feira da próxima semana em Brasília, durante o International Meeting: Infrastructure and PPPs, o projeto de construção do novo centro administrativo do Piauí. O objetivo é que empresas privadas que também vão participar do evento se interessem no projeto e estudem a viabilidade da obra. A apresentação do projeto será realizada pela superintendente de Acompanhamento de Projetos do Governo do Estado, Viviane Moura.

Atualmente, o Estado já autorizou uma empresa a estudar a modelagem final do projeto, que vai definir a estrutura necessária. Hoje, o centro administrativo estadual, localizado na Avenida Maranhão, abriga apenas 12 órgãos dos 59 que compõem a estrutura administrativa do Govern o. Por isso, de acordo com Viviane Moura, o Estado é obrigado a gastar cerca de R$ 500 mil por mês com aluguéis de prédios, cerca de R$ 6 milhões.

Na prática, a empresa interessada na parceria público-privada (PPP) investirá na construção do prédio, fecha um contrato de até 30 anos com o Estado e seria a responsável pela operação do prédio, incluindo limpeza, segurança, manutenção e demais serviços. Em contrapartida, o Estado pagava uma espécie de “aluguel” para empresa, mas ao final do contrato o prédio permaneceria com o Estado.

Para Moura, conseguir a PPP para os investimentos influenciava, segundo Viviane, positivamente na prestação de serviços à população. Ela também citou o caso do Distrito Federal, que teve seu centro administrativo construído através de investimentos de R$ 600 milhões via PPP.

“Com um novo Centro Administrativo, vamos reduzir despejas, com o fim dos aluguéis, incrementar a receita, com prédios próprios, e o principal de tudo, que é a integração entre todos os órgãos, que vão funcionar em um mesmo local, com a otimização e maior eficiência dos trabalhos”, frisa Viviane Moura.

Por: João Magalhães - Jornal O Dia