Sarau reúne fotografia, música e cinema

Começa hoje, em Teresina, o Sarau de 70 anos do médico piauiense Noronha Filho. A programação começa às 20h, com uma abertura de projeção fotográfica. No evento serão pro-jetadas cerca de três mil fotos do médico. O sarau se estende pelos dias 10 e 11 de abril, com exposições, mostra de filmes, poesia, dança e música.

O evento celebra os 70 anos de Noronha Filho. Aos 50 anos, o médico também realizou uma programação semelhante. Agora, além das atividades, Noronha também receberá o título de cidadão teresinense, numa solicitação do vereador Paulo Roberto. "Eu fico surpreso, pois não sabia de tantas pessoas que acreditavam em mim e me sinto feliz por está me dando de presente este sarau", comenta Noronha Filho.

O objetivo do Sarau de 70 anos é juntar em um núcleo só a arte do Piauí e todas as pessoas que atuam na cultura. Além dos trabalhos de Noronha, o evento contará com apresentações de Amauri Juca, Dirceu Andrade, Quaresma, Trio Ipê, Rubens Lima, Moisés Chaves, Edvaldo Nascimento e muitos outros. Na programação consta também o lançamento do Cordel: Minha Arte é minha Vida e uma participação do grupo vocal Eu e Elas.

O sarau é aberto ao público, com início às 20h, 19h30 e 20h, respectivamente. Será no espaço Cultural Trilhos, na avenida Miguel Rosa, Centro de Teresina. O local irá dispor de total segurança.
Noronha Filho é médico de crianças e adolescentes na capital, mas também é atuante na área cultural, com pequenos curtas e documentários e projeções fotográficas. "Ele foi o primeiro a movimentar a cena cultural no Piauí. No entanto, muita coisa dele ainda é desconhecida", afirma a produtora Soraya Guimarães.

Pela mania que tem de documentar, Noronha busca trabalhar também no resgate de culturas. Ele afirma que é um brincante na área cultural, no entanto, faz tudo de maneira muito séria e saudável. O primeiro filme, no formato documentário do Piauí, foi feito por Noronha. Nesta linha do resgate, ele trabalhou em um curta chamado "Balondês", que rodou o mundo todo. "Nele, eu retrato duas danças do interior do Piauí, em especial, da região do médio Parnaíba. Esse filme fez com que eu continuasse um trabalho de 10 anos de resgate cultural", conclui.

Fonte: Redação Jornal Diário do Povo