Dino: maranhenses serão atendidos em Teresina apenas excepcionalmente

Governador do Maranhão visitou Timon nesta sexta-feira, e fez vistoria nas obras de ampliação do Hospital Alarico Nunes Pacheco.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), anunciou que seu Governo tem a intenção de reduzir consideravelmente, até 2016, a quantidade de maranhenses que vêm para Teresina em busca de atendimento de urgência e emergência ou de tratamentos nos hospitais do município e do Estado, em especial o Hospital de Urgência de Teresina Dr. Zenon Rocha (HUT).

O compromisso foi firmado nesta sexta-feira por Dino durante visita às obras do Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, em Timon, que passa por uma ampliação, e está recebendo investimentos da ordem de R$ 9 milhões do Governo do Maranhão.

"Nosso desejo é que quando esta unidade estiver totalmente pronta muito excepcionalmente os pacientes do Maranhão recorram aos serviços de altíssima complexidade que Teresina nos oferece hoje, e que desejamos que continue a prestar, mediante pagamento justo, claro", afirmou Dino.

Segundo a Prefeitura de Timon, a obra deve ser concluída em 14 meses, e, ao final, a unidade de saúde terá cem leitos, além de 18 leitos de UTI (dez para adultos e dez infantis).

Durante a vistoria às obras no hospital de Timon, Flávio Dino lembrou que no governo de sua antecessora, Roseana Sarney (PMDB), o Maranhão permaneceu inadimplente com a Prefeitura de Teresina, sem repassar os recursos necessários para compensar o grande número de maranhenses atendidos diariamente no HUT. "Hoje, nosso Governo está honrando a pactuação feita com a cidade de Teresina. Estamos repassando todos os meses entre R$ 200 e R$ 250 mil para custear as despesas que a cidade tem como nossos pacientes", afirmou Dino.

Flávio Dino falou, ainda, que seu Governo vai priorizar, na área da saúde, os investimentos na medicina preventiva e no fortalecimento dos hospitais regionais. Mas ressaltou que o apoio do Governo Federal e das prefeituras maranhenses é indispensável.

"O foco dos investimentos na saúde deve ser a atenção básica. Cuidar dos hipertensos para que não tenham AVC. Cuidar do diabético para ele não ser amputado ou perder a visão. Cuidar da criança para ela poder superar as dificuldades, e não termos esse índice de mortalidade infantil tão elevado, que nós temos no Maranhão. Então, a atenção básica é o maior desafio. Mas, enquanto a atenção básica não consegue dar conta, precisamos continuar investindo nos hospitais regionais, como o Hospital Alarico Pacheco", salientou Dino.

Fonte: Cícero Portela - Redação Portal O Dia