Piauí é um dos cinco Estados que gerou emprego no mês de abril

Dados constam no mais recente levantamento do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Os indicativos ruins da economia brasileira neste segundo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) continuam a surgir com uma frequência que impressiona até mesmo os mais pessimistas.

Nesta sexta-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que, no último mês de abril, houve um declínio de 0,24% no estoque de empregos formais do País, percentual que representa uma redução de 97.828 postos de trabalho. Isso porque no mês passado foram registrados 1.625.509 desligamentos e apenas 1.527.681 admissões.

Os dados constam no Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e foram divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, em Florianópolis (SC).

O Piauí foi uma das cinco unidades da Federação que elevaram o nível de emprego formal em abril, com 612 novos postos. Foi o terceiro mês consecutivo em que o Estado teve aumento no número de postos de trabalho. Em março houve um saldo positivo de 1,016 empregos, e em fevereiro de 966. Já em janeiro houve uma redução de 135 postos.

Da mesma forma, também tiveram resultados positivos em abril os Estados de Goiás (+2.285 postos), Mato Grosso do Sul (+369 postos) e Acre (+95 postos), além do Distrito Federal (+1.053 postos).

Por outro lado, os Estados onde o recuo foi mais acentuado foram: Pernambuco (-20.154 postos) e Alagoas (-13.269 postos), cujos declínios foram influenciados, em grande medida, pelo desempenho do subsetor de Produtos Alimentícios, relacionado às atividades de fabricação de açúcar em bruto.

Outra unidade da Federação que se saiu mal foi o Rio de Janeiro, com uma queda de 12.599 postos, resultado ligado ao setor de Serviços e à Indústria de Transformação. 

Em São Paulo, a redução chegou a 11.076 postos, principalmente por conta da queda observada no Comércio.

Nas nove Áreas Metropolitanas, a redução foi de 0,38%, com perda de 63.307 empregos formais, oriundos da queda do nível de emprego em todas as áreas metropolitanas. Em nível regional, o Centro-Oeste, gerou 421 postos, com desempenhos positivos em Goiás (+2.285 postos) e no Distrito Federal (+1.053 postos).

Não é tão ruim assim...

Para diminuir o constrangimento de divulgar números tão negativos, o ministro Manoel Dias ressaltou que 5,1 milhões empregos formais foram gerados desde 2011.

Numa clara referência às conquista da "Era PT", Dias também enfatizou que, nos últimos 12 anos, os empregos gerados no País chegam a 20,5 milhões.

Segundo o Governo, o Portal Mais Emprego do MTE disponibilizou, desde o início do ano, 700 mil vagas de emprego, das quais pelo menos 200 mil foram preenchidas por trabalhadores que buscaram oportunidades no mercado.

Apesar de todos os sinais de estagnação da economia e das inúmeras medidas de arrocho fiscal anunciadas pelo Governo, o ministro Manoel Dias considera que o País passa, na verdade, por uma crise política, e não econômica.

O ministro também acusou a mídia de realizar uma "campanha para gerar na opinião pública uma percepção de grave crise". Segundo ele, isso afeta as empresas, que ficam num compasso de espera. “Quem pretende empreender, desiste e não contrata, o que se reflete no mercado de trabalho”, opina o ministro.

Reforçando o discurso que a presidente Dilma Rousseff vem usando na tentativa de acalmar o mercado e a população, o ministro Manoel Dias também defendeu que o ajuste fiscal e os cortes no Orçamento são necessários para que o País tenha condições de alcançar a estabilidade econômica e recupere os bons níveis de emprego que apresentava antes da crise explodir.

Ele avaliou que, ao contrário do que acontecia nos anos 80 e 90, não há impacto dessa crise na informalidade, que permanece estável. “Estamos avançando com nosso programa de combate à informalidade, que busca legalizar 400 mil trabalhadores e elevar a arrecadação em R$ 2,6 bilhões. Temos boas perspectivas de investimentos, que devem ajudar na geração de empregos”, avaliou.

Manoel Dias destacou ainda os investimentos estrangeiros no Brasil, que alcançaram R$ 17,5 bilhões nesse início de ano, e as políticas promovidas pelo FGTS, gerenciado pelo MTE, que tem um orçamento para financiamento de moradias, este ano, de R$ 56 bilhões. “Se todas elas forem construídas, serão 545 mil unidades, com expectativa de geração de 2,5 milhões de empregos”, concluiu.

Fonte: Cícero Portela - Redação Portal o Dia