Projeto de Vassouras Ecológicas encerra primeira fase

O projeto envolve pessoas oriundas de comunidades terapêuticas de Teresina

A capacidade de transformar garrafas PETs em vassouras sustentáveis é uma realidade que já permeia a vida de algumas pessoas oriundas de comunidades terapêuticas da capital. Essa nova oportunidade de reinserção social pelo trabalho vem sendo possibilitada através do projeto Vassouras Ecológicas – Resgatando Vidas, desenvolvido pela Prefeitura de Teresina em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Estado do Piauí (Fundesp). O projeto encerrou sua primeira fase na noite desta sexta-feira (08), na Comunidade Nova Vida, uma das contempladas.

O projeto, que também conta com o apoio da Federação das Comunidades Terapêuticas do Piauí (Fecomtepi), além de tornar-se uma alternativa de geração de renda, baseada em princípios da Economia Solidária e Criativa, como sustentabilidade e cooperação, configura-se como complementariedade do processo terapêutico, ainda mais se for levado em consideração que, muitas vezes, essas pessoas acabam sendo excluídas do mundo do trabalho devido à dependência química.

Um dos alunos que passou por essa capacitação, que totalizou 150 h/aula, foi Luís Carlos da Silva. Em tratamento há cerca de 10 meses, ele afirma que essa foi uma grande oportunidade. “É com alegria que estou recebendo esse certificado. Nesse momento, não poderia deixar de agradecer por essa grande oportunidade que nos foi oferecida durante o tratamento contra a dependência química. Realmente só tenho a agradecer, porque, só de estarmos participando desse momento, já somos vencedores”, disse ele durante o encerramento, que contou com a presença de aproximadamente 60 pessoas.

Dentre essas pessoas também estava Manoel Francisco, em tratamento há apenas uma semana. Apesar do pouco contato com o projeto, ele disse ter interesse pela confecção de vassouras ecológicas. “Estou em tratamento há uma semana, mas logo me interessei pelo projeto. Não conhecia esse tipo de produção, mas pode se tornar uma boa oportunidade de trabalho e acredito que também ajudará no tratamento. Pretendo me dedicar para aprender”, conta.

O secretário municipal de Economia Solidária (Semest), Olavo Braz, participou do encerramento dessa primeira etapa e destacou que o projeto terá continuidade e passará por algumas reformulações. “Esse é um projeto muito bom e que, certamente, merece ser continuado e reformulado. Brevemente faremos uma reunião e colocaremos isso em pauta. Essa é uma ideia bem viável porque a própria Prefeitura pode comprar a produção de vassouras para que seja usada na limpeza da cidade. Além disso, vai gerar renda para as comunidades terapêuticas e contribuir com sua sustentabilidade financeira”, pontua o gestor.

De acordo com o presidente da Fundesp, Francisco Ladeira, os alunos, além de serem capacitados na produção de vassouras ecológicas, também tiveram aulas de noções de mercado, de vendas. “Mas o mais importante é que trabalhamos com esse viés social e respeito ao meio ambiente, transformando isso em uma oportunidade de renda para pessoas que, às vezes, saem das comunidades terapêuticas sem tantas perspectivas”, frisa.

Fonte: AsCom PMT