Piauí briga por novo empréstimo bilionário

Governador Wellington Dias pediu ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, autorização para empréstimo
O Governo do Estado já está negociando com o governo federal a autorização para contrair um novo grande empréstimo com bancos estrangeiros ou mesmo públicos para realizar um conjunto de novos investimentos na área de infraestrutura urbana e industrial no Piauí. O empréstimo pode chegar a US$ 500 milhões, o que equivale a R$ 1,6 bilhão pelo câmbio atual, segundo o Superintendente de Cooperação Técnico Financeira da Secretaria de Estado do Planejamento, Sérgio Miranda. 

Para tratar dessa e de outras demandas do estado, o governador Wellington Dias (PT) esteve na última quinta-feira com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, onde, entre outros assuntos, apresentou a proposta para ampliação da carteira de crédito do Estado. Durante a reunião, o ministro se comprometeu em estudar o pedido e em dar uma resposta o mais breve possível sobre essa e outras demandas do Piauí. "O que estamos pedindo é uma condição com a União para alavancar esses investimentos e viabilizar o crescimento econômico e geração de emprego", disse Wellington.

O governador argumentou que investimentos privados no Piauí da ordem de R$ 62 bilhões em diferentes áreas como energia eólica, solar, hidrelétrica, biomassa, petróleo, mineração precisam da contrapartida do Estado em infraestrutura. "Esses investimentos têm sempre uma contraparte do poder público, na parte de saneamento, é o abastecimento de água, é o acesso, o asfalto, uma estrada, uma ponte, investimentos em linhões, em subestações de transmissão de energia, ou seja, há necessidade de investimentos públicos para poder viabilizar o investimento privado", frisou. 

De acordo com Sérgio Miranda o empréstimo seria utilizado ainda para um conjunto de investimentos em obras de mobilidade urbana em cidades-chave para o desenvolvimento industrial do Piauí, além da ferrovia centro-norte, interligando o Porto de Luís Correia e até mesmo colocar em andamento o projeto da hidrovia do Parnaíba.

Sérgio Miranda frisou que apesar do governador já ter definido as obras e ações prioritárias para esse novo empréstimo, o momento é ainda de conversa com as instituições financeiras que poderiam estar abrindo as portas para essa operação de crédito. O superintendente informa que como a fase é inicial, o montante de R$ 1,6 bilhão pode tanto ser contraído com um único banco como também com mais de uma instituição financeira.

"O que nós temos hoje é um conjunto de projetos de investimento, principalmente, na área de infraestrutura que estão sendo maturados para buscar financiamento. O governador já conversou com vários bancos, com a Cooperação Andina de Fomento (CAF), com o Banco Europeu de Investimentos, já conversou com Banco Chinês de Desenvolvimento, mas não tem uma sinalização definitiva. O governador quer fazer, de preferência, uma única operação maior para financiar esses projetos com um único agente", afirmou Miranda ao Diário do Povo.

E acrescenta, "isso é importante porque quando você tem várias operações, cada operação é um processo, passa por lei na Assembleia, passa por um processo no Senado, passa pelo Tesouro Nacional, pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, então, se você multiplica por três, quatro, você vai ter três quatro processos paralelos. A estratégia do governador é se puder, se houver essa sinalização do governo federal, nós vamos buscar um único agente financeiro para financiar esse conjunto de obras ou investimentos", esclareceu o superintendente.

Fonte: Diário do Povo do Piauí