Debate propõe moradia e uso misto de imóveis no Centro de Teresina

A ideia é que sejam aproveitados imóveis já existentes no Centro

Promover o processo de habitação do centro, trazendo atrativos para que as pessoas voltem a residir na região central e utilize de forma mista os imóveis onde funcionam pontos comerciais. Este foi um dos temas discutidos nos painéis temáticos do Fórum Novo Centro Teresina, nesta quarta-feira (20).

A ideia é que sejam aproveitados imóveis já existentes no Centro e se utilize espaços que estão desocupados ou áreas que estão atualmente funcionando como estoques de lojas, por exemplo.

A arquiteta Constance Jacob, coordenadora especial da área central, comenta que as propostas giram em torno de tornar o Centro atrativo para moradia. Constance Jacob explica que, ao longo dos anos, o setor imobiliário foi empurrando as habitações para as franjas da cidade e deixou de haver investimento no centro.

“Isso promoveu um esvaziamento de habitação da área central, ficando a área restrita a comércio e serviços. Estamos nesse processo de reverter isso e promover ações que despertem esse interesse novamente em morar no Centro. Visamos atacar várias frentes para tornar esse Centro atrativo não só para o comércio, mas também para habitação”, destaca.

A Prefeitura está fazendo um levantamento de prédios na área central para identificar os espaços que não estão sendo utilizados. Como exemplo, a arquiteta cita prédios nos quais no térreo funciona um ponto comercial, no pavimento superior, o estoque da empresa e os demais estão ociosos e sem ocupação.

Vera Lúcia de Araújo mora na região central e está participando dos debates com a intenção de contribuir para melhoria da região. “O debate é muito produtivo, porque a própria população é a maior interessada nessas mudanças para o Centro. Como moradora da região, eu listei uma série de intervenções que seriam interessantes, como é o caso de ocupar praças, com feiras e com o atrativo de comidas típicas, até como uma maneira de elevar o potencial turístico da cidade”, finaliza. 

AsCom