Aulas transmitidas pela televisão alcançam 85% dos alunos da Rede Municipal

Heber Carlos, 13 anos, acorda cedo e cumpre as obrigações de casa a tempo de não atrasar para a aula, no período da tarde. Ele e a família continuam respeitando as medidas de isolamento social, é que a aula acontece mesmo no quarto, com o computador e a televisão. Essa é a nova rotina de 90 mil alunos da Rede Municipal de Ensino, que tiveram que se adaptar ao regime de atividades não presenciais.

A transmissão do conteúdo acontece por diferentes ferramentas. Muitos alunos estão recebendo as tarefas impressas ou por canais virtuais como o WhatsApp e aplicativos de videochamada, além da plataforma virtual “Em Casa Eu Aprendo”. No entanto, o formato preferido do Heber, que faz o 8º ano na Escola Municipal Jornalista João Emílio Falcão, é a transmissão pela TV. São cinco canais locais exibindo diariamente as aulas com conteúdos estruturantes. Cada turma tem seu horário para assistir as aulas e anotar as explicações dos professores, depois a escola pede um retorno do que foi aprendido.

“Tenho horário certo para todas as atividades. Hora marcada com o professor pela internet, envio dos exercícios e, o meu momento preferido, aula na TV. É mais prático, fácil de acessar e dinâmico. Basta ter concentração e você aprende fácil”, disse o estudante.

Segundo a Semec, o acesso ao conteúdo pela televisão é positivo e vem surpreendendo os diretores escolares. Cerca de 85% dos alunos assistem aulas e cumprem atividades pedagógicas. “Temos quase 65 mil alunos matriculados no Ensino Fundamental. Pelo nosso monitoramento, conseguimos alcançar mais de 55 mil, o que é um excelente resultado. Temos desafios, muitas particularidades em cada família, mas fomos desenvolvendo estratégias que ampliaram esse acesso e vão minimizar os prejuízos educacionais causados pela pandemia”, disse a secretária executiva de Ensino, Irene Lustosa.

De acordo com a diretora da Escola Municipal Thereza Noronha, Simone Barbosa, a transmissão pela TV foi a melhor alternativa para seus alunos. “Tem maior alcance e oportuniza o aprendizado daqueles que não possuem nem computador e nem celular. Pelo que escuto dos pais, foi o melhor caminho. Vamos encontrando formas de dar certo, logo estaremos juntos de novo”, concluiu a gestora.

Fonte: Ascom/SEMEC